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Dosagem Química

Como Escolher a Bomba Dosadora Certa para o seu Sistema

Guia completo para selecionar bombas dosadoras: tipos (solenóide, peristáltica, diafragma), como calcular a vazão mínima, pressão de trabalho e materiais compatíveis com os reagentes.

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A bomba dosadora é o coração do sistema de adição de reagentes químicos — cloro, coagulante, antiincrustante, ácido, soda. Escolher o modelo errado compromete toda a eficiência do tratamento.

Tipos de Bombas Dosadoras

Bomba Solenóide (Eletromagnética)

Funciona por ação de um pistão movido por um solenóide. É a mais comum para aplicações de baixa vazão:

  • Vazão: 0,1 a 100 L/h (dependendo do modelo)
  • Pressão: 0,5 a 20 bar
  • Precisão: ±1% da escala máxima
  • Ideal para: cloração com hipoclorito, dosagem de antiincrustante em OR, ajuste de pH

Desvantagem: não tolera fluidos com sólidos em suspensão.

Bomba Peristáltica

Comprime um tubo flexível por meio de roletes rotativos. O fluido fica isolado das partes mecânicas:

  • Vazão: 0,001 a 2000 L/h
  • Pressão: até 4 bar (geralmente)
  • Ideal para: fluidos viscosos, com sólidos, corrosivos ou que não podem contaminar partes metálicas
  • Aplicações: dosagem de polímero, biocidas espessos, lodos espessados

Desvantagem: o tubo se desgasta e precisa de troca periódica (a cada 2.000–5.000 horas).

Bomba Diafragma Motorizada

Usa um motor elétrico + excêntrico para acionar o diafragma. É mais robusta e estável para vazões maiores:

  • Vazão: 5 a 2000 L/h
  • Pressão: até 15 bar
  • Precisão: ajuste por stroke (comprimento) e frequência (golpes/min)
  • Ideal para: floculante em ETA, neutralização de pH em escala industrial

Como Calcular a Vazão Mínima Necessária

O ponto de partida é a dosagem teórica calculada (veja nosso artigo sobre dose de cloro):

Vazão mínima da bomba = Dosagem calculada (mL/h) × Fator de segurança (2–3)

Exemplo: Dosagem calculada = 80 mL/h → Bomba mínima de 160–240 mL/h

O motivo do fator de segurança é trabalhar com a bomba em 30–50% da sua capacidade, o que garante:

  • Maior precisão de ajuste
  • Menor desgaste mecânico
  • Margem para variações na qualidade da água bruta

Pressão de Trabalho

A bomba deve vencer a pressão do ponto de injeção. Se o ponto de injeção está em uma tubulação pressurizada:

Pressão da bomba > Pressão da linha + 0,5 bar (margem mínima)

Para sistemas de osmose reversa onde a injeção é antes das membranas, a pressão pode ser de 8 a 15 bar — exige bomba de alta pressão ou injeção no ponto de baixa pressão.

Materiais e Compatibilidade Química

ProdutoCorpo da bombaDiafragmaVálvulasTubo (peristáltica)
Hipoclorito de SódioPVC, PVDFPTFECerâmica/PTFESilicone, Viton
HCl (ácido clorídrico)PVC, PVDFPTFEPTFEViton
NaOH (soda)PVC, PPEPDMPVCEPDM
Sulfato de AlumínioPVC, PPEPDMPVCEPDM
Permanganato de KPVC, PVDFPTFECerâmicaViton
AntiincrustantePVCEPDMPVCEPDM

Regra de ouro: nunca use aço inox em contato com hipoclorito. O cloro corrói o aço mesmo em concentrações baixas.

Controle e Automação

Bombas dosadoras modernas oferecem:

  • Controle por pulso (4–20 mA): varia a frequência de golpes proporcional ao sinal do controlador ou medidor de fluxo
  • Controle proporcional à vazão: a dosagem acompanha automaticamente variações de vazão — essencial para sistemas de fluxo variável
  • Controle por ORP/redox ou cloro amperométrico: para sistemas de cloração contínua com dosagem automática baseada na concentração real de cloro residual

Lista de Verificação para Seleção

Antes de especificar a bomba, confirme:

  • Vazão mínima calculada (com margem 2–3×)
  • Pressão máxima de injeção
  • Produto químico e concentração
  • Materiais compatíveis (corpo, diafragma, válvulas)
  • Tipo de controle necessário (manual, pulso, 4–20 mA)
  • Alimentação elétrica disponível (220 V ou 110 V, 60 Hz)
  • Certificações exigidas (ATEX, se ambiente explosivo)
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Calcule a dosagem e selecione a bomba no HydroCalc Pro
O módulo de Cloração calcula a dosagem de produto, sugere a faixa de vazão ideal para a bomba e dimensiona o tanque de solução.
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Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre bomba dosadora solenóide e peristáltica?

A bomba solenóide usa um pistão movido por eletromagnetismo — é mais precisa e econômica para vazões baixas (até 50 L/h). A peristáltica comprime um tubo flexível por roletes — é ideal para fluidos viscosos, abrasivos ou com sólidos em suspensão, pois o líquido não toca as partes mecânicas.

Como definir a vazão da bomba dosadora?

A bomba deve ter vazão máxima de pelo menos 2× a 3× a dosagem calculada. Isso permite trabalhar com a bomba ajustada em 30–50% da capacidade máxima, garantindo precisão e maior vida útil do mecanismo.

Posso usar a mesma bomba para hipoclorito e coagulante?

Não. Cada produto exige materiais específicos (hipoclorito corrói aço inox mas é compatível com PVC e PVDF; coagulante pode exigir outros materiais). Além disso, nunca utilize a mesma bomba para dois produtos diferentes — o risco de reação química é alto.

A bomba dosadora precisa de manutenção preventiva?

Sim. Revise as válvulas de admissão e descarga a cada 3–6 meses, verifique o diafragma a cada 12 meses e mantenha o tubo de sucção limpo e sem bolhas. Bolhas de ar na linha de sucção causam perda de dosagem e comportamento irregular.

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